Museu de Arte Murilo Mendes | MAMM

Conselho Curador aprova Plano Museológico

Conselho IO Conselho Curador do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM), instalado e reunido pela primeira vez na última sexta-feira, 16, aprovou por unanimidade o Plano Museológico da instituição para o período 2015-2018. Ferramenta básica de planejamento estratégico, o Plano é uma exigência legal e imprescindível para a obtenção de apoio técnico, logístico e financeiro do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura e responsável pela Política Nacional de Museus.

“O Plano Museológico é a carta magna da instituição: todas as ações têm que estar consoantes com ele”, ressalta o restaurador Aloísio Castro, que coordenou a elaboração do documento, sob a supervisão do superintendente interino José Alberto Pinho Neves, e conduziu a apresentação do documento ao Conselho. Segundo ele, a elaboração do Plano e sua implementação no 10º ano de fundação do MAMM proporcionam um instrumental fundamental para que a instituição museológica cumpra a missão a que se propõe: ampliar o acesso da sociedade aos acervos de arte e literatura do poeta Murilo Mendes.

Até 2018, o MAMM pretende ser uma instituição museológica de excelência em literatura, artes visuais e memória local e regional, com foco em pesquisas e estudos sistemáticos sobre o poeta juiz-forano. Durante a apresentação do plano ao Conselho, o superintendente Pinho Neves destacou que a cultura na UFJF está no mesmo patamar da pesquisa, da extensão e do ensino.

Vocação

O Plano Museológico é uma prática recente no cenário museal brasileiro, remontando às discussões realizadas na I Semana de Museus da USP, em 1997, e à publicação do Plano Diretor pela Edusp em 2001, quando da promoção de seminários com especialistas estrangeiros com apoio da Fundação Vitae. Data de 2009 a Lei 11.904 (regulamentada pelo Decreto 8.124, de 2013), que instituiu o Estatuto de Museus no país e tornou obrigatórias a elaboração e a implementação do Plano Museológico nos museus públicos do país.

Para Aloísio Castro, o Plano é indispensável para a identificação da vocação da instituição museológica e atua como definidor no ordenamento e na priorização dos objetivos e ações, além de ser instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e contribuir para a reflexão teórica e crítica sobre a atuação dos museus na sociedade.

Como participante do Cadastro Nacional dos Museus (CNM), o MAMM deve ainda observância à agenda política e às diretrizes e eixos estruturantes do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) e do Plano Nacional de Educação Museal (PNEM), ambos documentos formulados pelo Ibram.

Oportunidade

O novo Plano Museológico do MAMM – o segundo da instituição – se afina com o novo Regimento do museu, aprovado em março deste ano pelo Conselho Superior da UFJF. É o novo regimento que instituiu o Conselho Curador e o Conselho Técnico-Consultivo. “Este era o momento propício para a equipe técnica refletir sobre suas proposições institucionais, requalificando seus projetos e ações para o período 2015-2018”, observa Aloísio Castro.

Participaram da reunião do Conselho, que foi conduzida pela pró-reitora de Recursos Humanos, Gessilene Zigler Foine, o superintendente interino do MAMM, José Alberto Pinho Neves, o ex-ministro da Educação, Murílio Hingel, o pesquisador Júlio Castagñon Guimarães, o representante do MEC, Carlos Alberto Ribeiro de Xavier, o diretor do Instituto de Artes e Design, Ricardo Cristofaro, o escritor e professor Edimilson de Almeida Pereira, as professoras, escritoras e pesquisadoras Leila Barbosa e Marisa Timponi e o restaurador do Laboratório de Conservação e Restauração de Papel do MAMM, Aloísio Castro.