Museu de Arte Murilo Mendes | MAMM

Livro aborda relações familiares de usuários de drogas

Lançamento acontece no MAMM nesta sexta-feira, 23 de outubro, às 17h

O Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM) recebe o lançamento do livro “Convívio das Diferenças: silêncios, conflitos e cuidado – O uso de drogas e as relações familiares”, dos pesquisadores Auta Stephan e Luiz Carlos Felício-Carvalho. O evento acontece nesta sexta-feira, 23 de outubro, às 17h, com entrada gratuita.

Capa Convívio das Diferenças: silêncios, conflitos e cuidado.

Publicado pela Appris Editora, a publicação não pretende oferecer respostas definitivas, mas abrir frestas por onde podem passar a escuta, o espanto, a dúvida e a esperança. Ao lançar luz sobre as experiências familiares diante do uso de substâncias psicoativas, a obra propõe uma leitura que recusa o estigma, reconhece a complexidade dos contextos e a valoriza como ferramenta de cuidado.

“Convívio das Diferenças” se oferece como território de encontro entre saberes, afetos e cuidados. O comprometimento com o tema apresentado parte de vivências pessoais e profissionais com pessoas em situação de uso de substâncias, em instituições de saúde mental, com o objetivo de analisar os conteúdos de dez entrevistas com base etnológica, realizadas com familiares diante da escassez de publicações que abordassem a temática da família nesse contexto.

A obra nasce da convicção de que a família precisa ser escutada, e visa abrir caminhos para ampliar a compreensão desse problema complexo, além de contribuir para o fortalecimento das famílias, promovendo sua autonomia e capacidade de enfrentamento diante das tensões que atravessam as relações de cuidado.

Os autores afirmam que a frase “Nunca digam: isto é natural”, de Brecht, está presente no texto como um farol. Ela convoca a recusa da normalização do sofrimento, da indiferença social e da invisibilidade imposta aos que vivem em desacordo com um padrão ético da família em sociedade, no contexto de fragilidade e inseguranças.

Auta Stephan e Luiz Carlos Felício-Carvalho consideram que o uso de substâncias psicoativas não pode ser reduzido a um desvio individual, tampouco tratado como um fenômeno isolado e que está imbricado em determinantes sociais, em trajetórias marcadas por desigualdades, em vínculos fragilizados e em políticas públicas que, muitas vezes, falham em oferecer cuidado integral em contextos marcados por inúmeras diferenças.

Outras informações: (32) 2102-3583 ou producao.mamm@ufjf.br